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Vamos atualizar o amor

Atualizado: Mar 30

Vivemos pautados no romantismo desde meados do século XVIII. Dizer isso, quer dizer que as nossas relações são guiadas por crenças, regras e valores impostos socioculturalmente e sedimentadas ao longo do tempo. E, por serem regras e crenças, por si sós, devem ser refletidos e questionados.

Freud, em seu texto ‘O Mal Estar na Civilização’, fala o quanto a cultura traz sofrimento ao homem e, não só isso, mas como essa coisa de colocar o amor como centro de tudo não é das melhores ideias, visto que nossos relacionamentos com os outros homens talvez seja a fonte que mais traga sofrimento, e onde a civilização ameace o amor com restrições substanciais. E o amor romântico, algo criado socialmente, não faz por menos. Ele impõe regras que, muitas vezes, fazem as pessoas sentirem-se inadequadas num casamento, culpadas por terem escolhido mal o ser amado, fracassadas e inaptas sexualmente, dentre outras coisas que, por vezes, aprisiona e traz sofrimento, ou seja, nem um pouco romântico.

O amor romântico, enquanto regra social, muitas vezes, inspira aprisionamento. Isso porque ele prega que você vai encontrar a sua alma gêmea, vão casar e viverão felizes para sempre. E quando o casamento não vai tão bem assim? E quando a alma gêmea não é tão gêmea assim? E quando o ideal de completude não se realiza? E quando a idealização do outro cai por terra? E quando você tem desejos por outras pessoas e, por isso, se culpa e coloca em xeque o amor que achava sentir? Mas você topou acreditar nisso, lembra?

Venderam essa ideia pra você, de que bastava encontrar a sua alma gêmea e... plim! Tudo resolvido, facinho, facinho! Você caiu no canto da sereia, viu que o que era para ser fácil dá um trabalho danado, e se culpa: mas onde foi que eu errei?! Pois é, os meandros do romantismo pode ser algo agonizante. Nem mesmo Hollywood quer mais saber desses roteiros adocicados, e sim roteiros que trazem o amor de uma forma madura, pós-romântica e realista (já assistiu à Histórias de um Casamento, no Netflix?).

Enquanto muitos vivem pautados no amor romântico, tão inadequado nos dias de hoje, em que muitas pessoas já descobriram o quão devastador para a vida emocional das pessoas ele é, outros já sentiram o gosto de viver o amor em liberdade, já comeram do fruto do conhecimento. É preciso compreender que um casamento com sexo extraordinário todo dia é uma falácia, não ter desejo por outra pessoa quando se está num casamento é mentira, formar família sem perder a intensidade sexual e emocional... nossa, não sei nem o que dizer! O que as pessoas precisam é desembaçar as vistas e enxergar as relações de uma forma mais real e menos fantasiosa. Isso quer dizer que sexo e amor nem sempre andam lado a lado, que a pessoa perfeita não existe, que a convivência esmaga a paixão.

Pois é, a verdade é uma só: casamento é como uma avenca: difícil de cuidar, tem que dosar perfeitamente a exposição ao sol, ao vento, a quantidade de água. Ou seja, amar dá trabalho! Mas quando você se livra de algumas crenças, regras e valores impostos pelo romantismo, pode ser a coisa mais deliciosa do mundo. Amar pode ser bom. Principalmente para os apaixonados “que voltaram ao Jardim do Paraíso, provaram da Árvore do Conhecimento e agora sabem”, como disse a Lygia Fagundes Telles.

Eu espero que você possa oferecer um futuro novo ao seu amor, e desfrutar de uma maneira de amar nova e condizente com a realidade: generosa e tolerante. O amor exige coragem!


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