Cancelamento, perdão, feridas.

Como você já deve ter se dado conta, estamos vivendo um período de muito individualismo. Muitos de nós não está nem aí nem vem chegando para compreender o outro. É mais ou menos assim que funciona: você tem que fazer, pensar, agir e ser exatamente aquilo que o outro quer. Se não faz exatamente como ele quer, você não presta. Você já deve ter vivido uma situação assim, não é? Pessoas narcisistas são danadas em fazer isso. As coisas têm que ser da forma delas. Se você oferece uma perspectiva diferente, elas se fecham, igual a uma planta carnívora. É só encostar nelas, gerar algum desconforto, e elas te chicoteiam mentalmente e se fecham. Estamos tão intolerantes com o outro, principalmente se este outro pensa, sente e faz coisas diferentes de nós, que somos implacáveis: não perdoamos. Ou melhor, só para usar a palavra da moda, cancelamos. Cancelar o outro é não compreender a condição humana, é permitir que o ressentimento, a mágoa, a falta de comunicação e tantas outras coisas tomem um espaço gigantesco em você.

Antes de cancelar ou eliminar o outro da sua vida, pare e se pergunte se você já deu voz para que a pessoa exponha o seu ponto de vista, tire dúvidas e se faça compreendida.

É preciso perdoar, mas perdoar não é esquecer. Pelo contrário: perdoar é lembrar o que nos doeu, compreender a dor causada, elaborar toda a situação, e renovar a esperança no outro, abrindo espaço para este outro novamente em nossa vida. Perdoar, minha gente, é não ruminar o passado, ficar com futrica ou ficar relembrando a dor. É compreender o outro e outras vezes, cá para nós, compreender e abrir a porta para que o outro saia da nossa vida. Perdoar e deixar ir. Quando a gente não perdoa, pode perceber, a gente fica mais pesado, mais ressentido, mais magoado, o caminhar fica lento, parecendo que a gente está carregando uma mochila pesada nas costas. Quando a gente não perdoa o outro, no fundo, a gente não perdoa aquela situação que nos deixou triste, que nos irritou, que mexeu na nossa zona de conforto; a gente não perdoa o fato de ter se mostrado vulnerável a ponto do outro nos desestabilizar.

Agora, vale a pena você observar se essas situações que você julga ofensivas, essas situações que pedem o seu perdão, se repetem ao longo da sua vida. Se sim, vale a pergunta: por que tenho atraído essas situações para a minha vida? O que, de fato, me fragiliza quando fazem esse tipo de coisa comigo? Talvez essas situações queiram lhe dizer algo. Acolher essas situações pode ser uma boa chance de se rever, de mudar de ideia, de forma de pensar, de curar algo antigo que insiste em reaparecer.

Sendo assim, por amor a você, perdoe, se permita viver bem. Coração fechado para perdoar é sofrimento, coração aberto é expansão.

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